Recurvos, compounds, bestas e esperas aos javalis

Mais um excelente artigo enviado pelo João Boavida, que já andava a fugir com o rabo à seringa à algum tempo. Nós, as ferramentas, o meio ambiente e os javalis. Leiam que merece a pena. Está na página de material.
Obrigado João.

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25 Respostas a Recurvos, compounds, bestas e esperas aos javalis

  1. Diogo Oliveira e Sousa diz:

    Vá lá um filme ao jeito do amigo João Boavida.

  2. Paulo vilela diz:

    Exelente relato sobre os 3 tipos de material.
    Acho que todos nós arqueiros achamos a essencia no tradicional infelizmente a nossa (minha)vida do dia a dia não nos deixa chegar há exigencia que se impõe.
    Logicamente fico muito mais satisfeito com um agrupamento de um pires de cafe a 20 mts com o meu BW que a 50 com o meu Destroyer,mas por uma questão de honetidade para caçar tenho que recorrer ao ultimo.

  3. Nuno Rosado diz:

    Neste ponto meto o dedo no ar para falar porque ainda há nem uma semana vivi este assunto na pele e encontro-me neste momento entre dilemas vários. O relato é chocante mas sincero :-)
    A situação: tenho 1 posto feito a uns 2 metros do chão assente numa encosta e um espojadouro a 18mts rodeado por comida à volta. Estou dentro da vegetação e à sombra de uma arvore e sentado espero com o firecat de 60 e visto um saco-cama com braços porque o clima ali é agreste.
    São 18:30 e entram 3 porcos calibre 30 pela direita e começam a remover o chão a uns escassos 5 mts de mim. Demoro algum tempo a começar a respirar mas assumo o controlo e lentamente acendo a luz da mira, depois a lanterna, não quer ficar acesa mas os porcos nem ligam. Esta tem o interruptor de pressão para soldar e agora tem de ser ligada pelo outro e ainda por cima a traseira que supostamente estaria completamente atarrachada, não estava. De seguida engato o disparador e quando me preparo para abrir as 27 embora os meus braços preferissem as 26….o assobio do material do saco cama estraga tudo e os bichos arrancam já fartos de mim.
    Reflexão:
    1- como é evidente está aqui um manual de maçariquice e de sucessivos erros no material(culpa do dono);
    2- A comida possivelmente deveria estar mais longe para facilitar.
    Resumindo: assumo totalmente a culpa!

    Mas a questão surge logo de seguida:
    - E se tivesse uma besta e nem sequer tivesse de abrir o arco bastando apenas tirar a segurança, ajustar disparar, coisas que exitem movimentos mínimos?;
    - E se tivesse o meu outro martin jaguar de 55 e que tem mira mas que basta apenas puxar e atirar? a 5 metros dá pouco para falhar o alvo?

    De facto o compound tem muitos passos e concordo 100% que muitas das vantagens se perdem na escuridão. Aquilo que eu penso que não se perde menos é a aceleração e eventualmente a vantagem de poder apontar mais tempo.

    Entretanto conto a um colega no trabalho que não percebe nada de arcos nem de caça e ele pergunta-me: “Ouve lá, porque é que não tiras essas “merdas” todas ao compound?” entenda-se, aparelhagens.

    Isso é algo que poderá valer a pena investigar até porque o Boavida já me disse poder-se caçar com compound, de dedos e sem nada de miras, luzes, peeps, etc, etc, etc

    Abraço

    Nuno Rosado

    • Diogo Oliveira e Sousa diz:

      Eheheh, de facto cada um é como cada qual.
      Eu também pergunto. Os porcos chegaram sem se fazer ouvir? O que estragou isso tudo foi o saco de cama…
      Com a lanterna acesa não devia precisar de acender a luz da mira! O contraste dos pins devia ser suficiente.

      Se ouvir os porcos a chegar pode logo avançar com uma série dessas tarefas. Vai ver que com a prática metade delas vai fazê-las sem dar por isso.

      Mas foi uma situação gira.

      • Nuno Rosado diz:

        Boa noite, Diogo,
        De facto não era daqueles que estava à espera e nunca daquele lado e àquela distância. Tudo o que eu e o Sr. Vilela tinhamos observado colocaria os porcos entre os 15 e os 26mts.
        O saco cama funcionou muito bem na temperatura mas muito mal no ruído.
        A questão da luz da mira é de todo pertinente e já a encaixei.

        E uma coisa que há pouco me esqueci de dizer é que gosto é de atirar de pé e ali nem isso pude fazer.
        Abraço

      • Diogo Oliveira e Sousa diz:

        Eu também arranjei um conjunto que parece um saco de cama, mas ainda não o experimentei.
        Esse saco de cama deve ser muito quentinho. Já tive oportunidade de ver imagens de um.

        Olhe que treinar atirar sentado dá muito jeito, aconselho. Já por duas ou três vezes tive de o fazer em esperas. Não é de todo das posições mais confortáveis mas às vezes a situação assim o exige. Aconselho.

      • JF diz:

        Ouça o que diz o Diogo, que é muito acertado. Uma vez, no Algarve, quando andávamos a fazer esperas na herdade da Pereira, estava num posto a 10 metros de um cevadouro. Quietinho, sossegado, a brincar às estátuas, como diz o Paulo Vilela, e sentado numa daquelas cadeiras de jardim de plástico. Às tantas entraram ao cevadouro dois bichos, um lindo, com o pêlo luzidio e outro mais escuro. Deixei-os comer à vontade e quando me pareceu que estavam mais descansados, comecei a armar o arco. Como a cadeira tinha braços e a posição em que estava não era das melhores, uma das palhetas bateu no braço da cadeira e eu fiquei a ver dois porcos engatarem a primeira e desaparecerem no mato… Serviu para aprender.
        Venha até Monsanto mais o saco cama e treine atirar de cima da cadeira que o Augusto lá montou. Não será treino nocturno, mas é treino e habituação ao fardamento.

      • Nuno Rosado diz:

        O saco cama é quentinho e tanto que temos que esperar pelo entrar da noite para suportar fechar o fecho até ao pescoço. Nessa questão já estou decidido e além daquele polar mais caro da grande superfície, levarei mais umas coisas por baixo e nada mais e um bom cobertor. Gostava ainda de experimentar um daqueles capotes compridos militares porque também devem resultar.
        Quanto a atirar sentado falta-me aquela cadeira que me permita bater um choquinho confortável, vou de acartar e silênciosa.

      • Diogo Oliveira e Sousa diz:

        Volto a dizer, Capote Alentejano é o melhor companheiro nessas noite. Um capote e um polar normal e não precisam mais nada. Faz o mesmo efeito de um cobertor mas tem a vantagem de, quando nos levantamos para atirar, não tem de se tirar de cima. E as abas afastam-se muito bem e não empatam nada.

      • manuel cheta diz:

        Vocês, tem é de começar a fumar umas tabacadas durante as esperas e deixarem-se de invenções! Simplifiquem e deixem acontecer….
        Quando a bicheza braba entra ao cevadouro, deixem o coração bater e não se preocupem que ele não salta pela boca. Esperem! Calma! Não se mecham enquanto ouvirem as unhas dos pés encarroscarem e os pêlos do cu (coelhos) baterem palmas.
        A ansiedade e nervosismo levam ao erro e a precipitação e comentem-se erros que a bicheza agradece.
        Esperem que os javalis e vocês ganhem confiança e os resultados naturalmente acontecerão!

        Abraço

      • Diogo diz:

        Sem duvida a melhor técnica. Deixa-los poisar!
        Cá para quem ninguém nos ouve, bem que tentei acalmar o Filipe Augusto naquela maravilhosa noite mas o gajo tinha brasas nos pés!

        Eu também é o que gosto de fazer. Deixa-los ganhar confiança e baixarem a guarda. E acima de tudo esperar que se ponham numa posição boa para levarem a pica.

      • Filipe Augusto diz:

        Caros amigos
        O Filipe Augusto não se pode considerar um caçador mas sim um atirador que estuda muito bem o tiro que vai fazer, o local onde vai atirar e que tem ouvidos, ouvidos para ouvir o que os mais experientes no assunto dizem de experiências já vividas.
        Em relação aos arcos (não gosto nem me ajeito a atirar de besta) o recurvo é o climax mas como sabem um bom recurvo de caça custa uns euros valentes e é esse o motivo que me leva a “adiar” a comprar do meu recurvo de caça, daí caçar de compound.
        Referente ao tiro, cada caso é um caso, mas aconselho a treinar á noite, treinar sentado e principalmente conhecer bem o arco (a reacção que este tem quando se faz tiro á noite) isto é fundamental a meu ver para se ter sucesso no tiro nas esperas.
        Aprendi alguns truques para se atirar á noite e com o treino consegui descobrir mais alguns que nos ajudam bastante pois eliminam algumas variáveis tornando o tiro com arco compound mais “fácil” por assim dizer. Terei todo o gosto em explicar se precisarem e quiserem.
        Em relação ao fardamento, eu posso considerar-me um sortudo pois não reajo mal ao frio, isto é, uso umas collans em polar, uma camisola em polar, casaco de lã, e umas calças com revestimento em polar. Isto é o que uso e é mais que suficiente para os dias mais frios, daí não ter problemas com barulhos dos sacos cama e etc… e depois é assim lã é lã, aquece não faz barulho e é barato.
        Em relação a calma quando os porcos entram no cevadouro… eu sou pouco experiente nisso, em ano e meio só tive porcos duas vezes, 3 porcos na minha primeira espera em Silves e uma vara deles na Agolada no dia 4 de Janeiro deste ano da qual um não conseguiu acompanhar os restantes apôs o tiro como sabem (o Diogo viu ao vivo eheheheh). Os mais velhos sabem que é muito difícil controlar a ansiedade quando os porcos, muito mais é quando se é novo nestas andanças… mas a coisa vai e já estou a treinar esse meu lado mais fraco.
        Abraço a todos.

      • Nuno Rosado diz:

        É claro que eu adorava ter um capote alentejano mas são quase tão caros como um fato de caça amaricano. Quanto a botas não há como as com pelo por dentro. Para a cabeça tenho um passa-montanhas em lã e luvas a mesma coisa.
        Quanto ao poiso aumentei a distância ao cevadouro que agora está entre os 13 e os 30m que é o meu limite de alcance visual, uma vez que estou dentro do mato e debaixo de sobreiros. Para contrariar os delírios visuais estou a usar seixos brancos que na noite fazem um excelênte efeito e nos dão a referência exacta do terreno.
        Ainda estou de compound mas treino e divirto-me de recurvo.
        Abraço
        NR

      • João Boavida diz:

        Grande Nuno, lá nos encontraremos amanhã, s.D.q.!
        A ideia das pedras brancas é óptima. Quanto ao frio, ai vai doer, vai!
        Depois Telefonarei…
        Abraço
        JB

    • JF diz:

      Boa noite Nuno
      Atirar de compound com dedos é perfeitamente possível e há quem o faça de forma magistral,mas não com o Firecat. Para se atirar com dedos num compound o arco tem que ter pelo menos 36″ entre eixos, caso contrário entala os dedos na corda e a largada, além de dolorosa, torna imprevisível a direcção que a flecha toma. Os ingleses chamam-lhe “pinching”. Se quiser experimentar empresto-lhe o meu Martin Lynx, que está na Proflecha. Deve estar com 50# e tem 39 ou 40″. Basta tirar a mira e está pronto para atirar com dedos.
      Abraço

      • João Boavida diz:

        É uma boa escolha, esse arco!
        Para quem quiser começar a atirar sem disparador, com ou sem mira, serve perfeitamente. No entanto, para atirar com compound , sem mira, eu usava o sistema de gap shooting, a apontar pela flecha. Para as esperas, pintava uma tira branca na parte superior da flecha, fininha e a todo o seu comprimento, que me facilitava a visualização da mesma e o apontar.Com mira (também usei), era só um pino, regulado para 15 metros e com a ponta do dito pintada com tinta fosforescente. Nada de peeps.
        Sem mira e com o recurvo é diferente…à noite, a flecha aparece (e mal) na visão periférica, e o apontar é mais instintivo e o disparo um acto automático.
        Quando quiseres, Nuno, podemos fazer uma experiência à noite; até pode ser aqui em casa…com o compound ou com o teu recurvo. O meu javali feito em casa, mais conhecido por Eng. J. S., não se importa (já está habituado a ser maltratado).
        Um abraço
        JB
        Abraço

    • Diogo Oliveira e Sousa diz:

      Nuno,

      Deixo-lhe aqui umas imagens de um caçador que atira de compound sem mais nada. Atira de dedos, sem mira nem peep. Espetacular.

  4. João Boavida diz:

    Caro Diogo:
    O treino é o que eu sempre recomendei. E muito, em condições semelhantes às que vamos encontrar nas esperas ( e não em esperas, obviamente, não falei nisso). E se o treino intensivo é obrigatório para recurvos, também o recomendo para outros arcos ou bestas. Só que, com os arcos tradicionais, a dedicação tem de ser maior…
    Agora, no que toca à adequação da arma para este tipo de caça, as esperas nocturnas, continuo a defender que o que traz mais garantia ao atirador é a besta, por tudo o que se falou, e desde que o mesmo domine esta arma.
    E a seguir virá o recurvo:para atiradores experientes, que conhecem os limites do seu material, que atiram sempre dentro da sua DET (distância Eficaz de Tiro) e que aliam o domínio da arma a uma grande experiência na caça e nas esperas em particular.
    Como sempre defendi, o compound é uma arma fabulosa. Para atirar de dia! (ou de noite, em circunstâncias ideais).
    O que me custa a compreender é como é que não se atira a um javali “portas dentro”, ou não se remata o mesmo a curta distância, porque o compound não tem a mira adequada.
    Acredite, amigo Diogo, que os meus tiros a javalis a 10 metros ou menos serão mais precisos e eficazes do que os da maioria de atiradores de compound, a 25 metros.
    Recomendo ao amigo Diogo a leitura de três livros: Become the arrow, do Byron Ferguson, Instinctive Shooting, do Fred Asbell, e La chasse à l’arc, do Jean Max Lecaille. Todos eles defendem o que eu defendo, no que toca à eficácia do recurvo ou longbow, e a sua facilidade de manuseio versus o compound.
    Por outro lado, no You Tube, também há muitos vídeos sobre os recurvos, longbows e tiro instintivo, embora também vejamos outros clips sobre os compounds, de dia (!) e que nos influenciam duma maneira errada para as esperas.
    Todos nós temos a preocupação de fazermos um tiro eficaz, dentro da ética, e sem dúvidas sobre a eficácia do mesmo. Mas, como sabe, a caça é caça, e só não falha quem não atira. Sempre foi assim, e há-de assim continuar. Com carabinas, caçadeiras, bestas, compounds e arcos tradicionais. E há sempre a primeira vez. Senão não há a segunda, nem vem a experiência.
    Não concordo consigo quando se refere à certeza de ser preferível “dar o passo com compound ou besta”. Com besta, sim, tudo bem. Com compound, nas esperas e à noite, a ver vamos…
    Para ser mais claro, o que eu defendo, finalmente, é o seguinte: Quer para o compound, quer para o recurvo, não devemos caçar em esperas nocturnas sem atingir o nível (específico de cada arma) mais do que suficiente como atiradores, e, claro está, como caçadores. Ao atingirmos o nível ideal,( e mais uma vez repito, para esta forma de caçar), o recurvo é de muito mais simples manuseio, menos complicado e mais eficaz.
    Um abraço e obrigado pelo comentário!
    JB

    • Diogo Oliveira e Sousa diz:

      Estamos de acordo. Só me parece que que o nível mais do que suficiente é atingido mais depressa com compound do que com recurvo.
      Como sabe sou muito cru na caça com arco. Está a fazer 2 anos que me iniciei. Há um ano que treino (não tanto quanto preciso ou gostava) com o recurvo e chego a ficar triste com a minha falta de precisão. Claro que, não tenho um bom arco nem nunca tive lições. Mas não duvide que eu acredito em recurvos. Aliás, penso ser a Meca dos arqueiros poder-se caçar com recurvo/tradicional.

      Em relação a um tradicional ser mais simples ou manuseável numa espera, nem tem discussão. Mas olhe que também não me atrapalho se me aparecerem perto ou se tiver de rematar algum, com compound.
      Enfim, um dia estaremos os dois a caçar de recurvo, é o meu desejo.

      • João Boavida diz:

        Caro Diogo, coloco o meu recurvo Danilo Rosini à disposição para treinar e usar quando quiser.
        Tem 57# de força a 28″, 60″ de comprimento, rápido q.b.e está mais do que comprovado (o maior que abateu tinha… depois conto pessoalmente a história, é um pouco escabrosa, eh eh eh!).
        Quanto ao resto, estamos na mesma linha de pensamento!
        Um abraço
        JB

      • Diogo Oliveira e Sousa diz:

        Gostava muito João, e agradeço, mas tenho este defeito de ser canhoto. Defeito porque me impede de experimentar imensas coisas!
        O meu Samick é de facto muito fracote. Tem 55 libras, é rijo que nem cornos para abrir, nada rápido e completamente inconsistente, pelo menos na minha mão. Já tive oportunidade de experimentar um Border do Sr. Augusto e a diferença é evidente, em todos os aspectos.
        Mas como disse, um dia (€€€) terei oportunidade de ter um arco tradicional como deve de ser!

    • Filipe Augusto diz:

      Concordo com o que diz. O recurvo tem um contra precisa de treino e dedicação intensa e a malta não está para isso… preferem o compound só que depois não conseguem “equilibrar” o compound para a caça á noite.
      Acreditem que, quer de recurvo que de compound para se obter resultados é necessário estar preparado e isso requer treino, muito treino.
      Se treinarem e treinarem as coisas certas os resultados mais dia menos dia aparecem!!!
      Abraço.
      FA

  5. Diogo Oliveira e Sousa diz:

    Belíssimo texto João.
    Não posso estar mais de acordo. Acredito que dominar a arte de um tradicional e caçar com ele deve encher tudo e mais alguma coisa. Mas, e até dominar essa arte? Sim, porque atirar bem com um tradicional já entra na área da arte, pela beleza e exigência (opinião pessoal).

    Penso que as pessoas que queiram caçar de recurvo, devem treinar muito, mas mesmo muito, antes e caçar. Fazer das esperas um treino para recurvo sem dominar o tiro acho mal, não posso concordar. Treinem os nervos com besta ou com compound. Ambientem-se às esperas mas utilizem armas que, ao soltar o projéctil tenham a máxima certeza possível de que vai mortal. Eu com recurvo não me encontro nessa situação. Já aprendi a controlar os nervos nas esperas, já tudo, mas atirar de recurvo, para mim, ainda é uma grande incerteza. Esta insegurança faz com que, na frente de um javali, o tiro possa sair torto e lá vai um bicho ferido.

    Se a malta ainda falha, fere e enerva-se com uma besta ou compound, o que será com um recurvo? O numero de bichos feridos iria aumentar seguramente. Eu garanto que consigo ferir um javali de recurvo até 15 m, mas matá-lo será uma sorte, e portanto, escolho não fazê-lo, ainda!

    Acho que temos de ter esta consciência acima de tudo. Atirar de recurvo trás, a meu ver, responsabilidades acrescidas.

    Caro João, não sei se me faço entender ao tentar expressar a minha preocupação/opinião. Não estou de maneira nenhuma contra ou irado com caçar de recurvo. Só acho que esse passo deverá ser dado com muito mais certeza do que dar o mesmo passo de compound ou besta.

    Um dia (provavelmente daqui a alguns anos!) estarei a caçar com recurvo, mas até lá vai de compound.

    Parabéns
    Abr

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