Pontas vs. pontas

Por causa de um vídeo que o Diogo Oliveira e Sousa publicou, nasceu uma tertúlia sobre pontas de caça como já não havia à algum tempo. Tirando o João Boavida, que é novo no grupo e tem contribuído bastante para esta troca de opiniões, os intervenientes são sempre os mesmos. Será que todos os que lêem este blog não dão uma achega a este tema com opiniões sobre o seu material, ou será que só caçam no prato?
Vá lá, puxem dos teclados e escrevam qualquer coisa. E não se limitem só às pontas. As miras, rampas, estabilizações, disparadores, arcos tradicionais, bestas, palanques, etc., são temas ainda muito pouco tocados neste blog.

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30 respostas a Pontas vs. pontas

  1. Sérgio diz:

    Boa noite,gostaria de saber o pq q quando disparo minhas flechas com pontas de caça elas desvian do alvo? ,como corrigilas

  2. Nuno Rosado diz:

    Para mim, mesmo sendo falador, ainda não é fácil porque há nesta arte muito vocabulário e técnica que me fazem ficar bem caladinho e aprender.

    Ainda assim, se há coisas que me lixam, é por exemplo ter conseguido pôr as miras certas no arco apóes mudar de flechas e quando lhe meto uma muzzy a mesma ponta em várias flechas me fazem exactamente o mesmo desvio 😦

    Hoje já não tive tempo mas cheira-me que amanhã vou ter muito tiro no esferovite porque a lua já aí vem e não há-de ser por mim que não vão haver febras no dia seguinte.

    • João Boavida diz:

      Confrade subaquáticoNuno, não nos encontrámos na prova do Espichel, pode ser que nos juntemos numa espera aos cobiçados javalis. Força nesses treinos, para as febras não teimarem em ficar no mato!
      Eu até ando a dormir mal, tal é a febre…
      Um abraço, e se for preciso qualquer coisa, é só dizer!
      JB

      • Nuno Rosado diz:

        Eu ando na mesma até porque fixei como objectivo para este Verão cobrar um javali e uma corvina 🙂

        E ainda por cima parei uns meses para concentrar esforço na aquisição do novo arco e agora é altura de cumprir as promessas feitas a mim mesmo e de calar de vez família, amigos e colegas com umas febras no pão e um copo de vinho.

        Grande abraço

        Nuno Rosado

      • Filipe Augusto diz:

        Nuno conta comigo para o ataque ás febras! 😀
        Em relação ao resto… a mim até andar a pé me custa quanto mais debaixo de água!!! lolol
        Abraço.

      • Nuno Rosado diz:

        Bem, hoje lá empreguei mais um pouco do tempo livre a acertar as flechas e retirei algumas conclusões após alguns disparos com cada flecha mas sempre com a mesma ponta de treino muzzy para um cubo de esferovite a 15mts:
        (depois da minha espesa sair para o trabalho para não me dar na cabeça 🙂 )
        1- Só uma flecha é que tinha as penas alinhadas com as 3 laminas da ponta e foi essa a dar melhores resultados. Ainda assim a desviar 2cm para baixo e uns 5 para a esquerda;
        2 – As restantes flechas não têm as penas coincidentes e fazem toda o mesmo desvio, cerca de 7cms para a esquerda e alinhadas em altura.

        Só por curiosidade fizeram quase sempre penetrações superiores a 35 cm e o esferovite branco é bem mais denso do que a carne…

        Por isso, porquinhos, se me estão a ouvir, comecem a preparar esse cabedal porque eu não estou a pensar em falhar :-)!

  3. manuel cheta diz:

    Começo a aperceber-me que o tiro com arco é muito complexo, para mim sempre foi o arco e as flechas no alvo e eu sou mesmo bom nisto, como atiro sozinho ganho sempre 🙂
    O Augusto, ensinou-me a deixar o arco solto na mão, para que o arco cai-se para a frente depois do disparo, o que não resultou, habituei-me a atirar agarrando o punho com a mão fechada e assim consigo controlar o arco ( estou para aqui a escrever uma mão cheia de asneiras e meceias a abanar a cabeça e a chamar-me toino, mas não me importo, estou a aprender) quais as desvantagens de atirar com a mão fechada e como se deve colocar a mão
    Se tiverem paciência para aturar a minha ignorância, respondam, mas aviso que ainda tenho muitas perguntas
    Abraço

    • JF diz:

      Bom dia Manuel
      Pois é, os índios e os nossos antepassados trouxeram-nos até aqui e provávelmente nunca se preocuparam com estabilizações, miras, rampas, punhos ergonómicos, torque, fps, pontas de caça gt, etc.
      Mas algures no meio de tudo isto, o pessoal do marketing chegou e disse que se não tivermos todas as coisas que descrevi acima, e de última geração (ou seja, saidas ontem da fábrica), nem merece a pena sairmos de casa, porque quem tem tudo isso é que ganha (???). Depois vêm uns gajos como o Augusto, o Adamo e mais alguns, equipados com uns paus de estender a roupa e uma corda manhosa e que também deitam bichos abaixo para deixar mal esse pessoal do marketing.
      Voltando à questão de segurar o punho com a mão fechada, muita gente usa esse tipo de “agarre”, eu inclusive. Segurar o punho do arco com a mão fechada e utilizar só o indicador e o polegar para rodear o punho sem o agarrar talvez seja a melhor maneira de evitar o torque no arco. Tem que experimentar qual a posição com que se fica mais confortável ao pôr a mão no punho, e depois usar sempre, e é mesmo sempre, a mesma colocação. Normalmente a mão fica bem colocada aconchegando o punho entre o polegar e o indicador, fechando os outros dedos e encostando-os ao punho de modo a que estes fiquem paralelos com o bordo exterior. Rodear o punho com o indicador e o polegar, sem o agarrar, evita também provocar torque no punho. A título de exemplo: se com o mesmo tipo de empunhadura provocar um torque no arco de apenas 5mm, a 20 metros o desvio no alvo, ou no porco, pode ser de até 15 a 20 cm e a 30 metros já tem um desvio superior a 30 cm. Pode ser a diferença entre termos lombo para o jantar e um javali a rogar-nos pragas para o resto da vida porque lhe fizemos uma feridas superficial mas que aleija que se farta.
      Continue a perguntar à vontade, que se soubermos – e aqui incluo todo o pessoal que vem a este blog, tentaremos responder da melhor maneira.
      Abraço e bons tiros, que a lua de Junho está quase.

      • João Boavida diz:

        Bons dias a todos
        Concordo com o JF, quando diz que agarra o punho de mão fechada. Quando tinha os meus compounds, atirava da mesma maneira e na caça, é o que me dava mais jeito.
        Nunca atirei usando a martingala, aquela cordinha que envolve a mão e que evita que o arco caia quando se dispara de mão aberta…Também usei estabilizador, mas muito curto. Era mais um amortecedor do choque da largada do que estabilizador de posição. O melhor compound que tive foi um Oneida Eagle, que funcionava às mil maravilhas sem estabilizador, e foi com este arco que consegui as melhores pontuações e alguns campeonatos na FABP. Funcionava com uma rampa muito simples, tipo flipper, e atirei sempre sem mira.
        Mas foi por causa das muitas afinações, das outras rampas complicadas, do peso do arco e da complexidade e relativa fragilidade do equipamento, que voltei, já há um bom par de anos, aos arcos tradicionais, com que comecei. O meu próximo objectivo é um arco recurvo de 48″ de comprimento, um Magnum (ganho 20cm de capacidade de manobra ao meu, que já é bem curto com 56″) . Se calhar mando vir um Cascade, se não me chegar melhor opção…
        Com estes arcos clássicos atiro com a mão fechada, sem apertar demasiado, mas com o braço muito firme, O punho que gosto mais encaixa perfeitamente na cova da mão (empunhadura alta), e o agarrar é perfeitamente natural!

        Um abraço a todos e bons treinos (esta semana começo os meus treinos nocturnos, só com a luz ambiente, tiro elevado, 10 a 15 metros…)
        JB

    • Filipe Augusto diz:

      Coisa muito importante no tiro com arco… saber ouvir!!!
      Outra coisa muito importante no tiro com arco… conhecer os nossos erros, os erros que cometemos. Isso, por aquilo que li, o Sr. Manuel já faz relativamente bem. É um bom principio!
      Já dizia a minha avozinha:
      “- quem tem vergonha passa mal!!!”
      Não á que ter problemas em reconhecer e dizer as asneiras que fazemos, isso é o primeiro passo para que alguém nos ajude! Certo!?

  4. Augusto Pires diz:

    bom, tenho também de “entrar na dança”…quanto ao estabilizador para além de ser mais massa a absorver o “choque” no momento do tiro, tem duas funções principais: 1. todos os arcos Compound “caem” para trás o que não deve acontecer pois com esse movimento fazem subir (mesmo que seja micro-metricamente) o apoio da rampa – assim sendo o estabilizador deve ter peso frontal suficiente para impedir esse movimento, ou seja, obrigar o arco a “cair” para a frente NOTA: com as novas rampa “drop-away” a subida do apoio já não afecta a saída da flecha pois “cai” no momento do tiro; 2. quando largamos a corda de qualquer arco está tem uma vibração lateral que, por mais pequena que seja a sua amplitude, afecta a precisão do tiro – assim, se utilizarmos uma extensão no sentido contrário (estabilizador), este irá forçar a estabilidade do conjunto, diminuindo a “tal” amplitude de vibração lateral da corda – quanto maior for a extensão maior o efeito…
    Não sei se me expliquei bem…espero que dê para entender…?! (não tenho as capacidades lírico/literárias do Adamo)
    Quanto ás penas, todos os que me conhecem sabem que só uso “naturais”, principalmente porque atiro sempre com rampas de pelo (ou alcatifa, como diz o João), tanto nos recurvos como nos LB e também porque para distâncias pequenas, “de caça”, as penas Naturais são sempre mais rápidas – “acamam”, reduzindo imediatamente o atrito do ar e só recuperam muito perto dos 20/25m (dependendo da velocidade que levam); não são melhores, nem piores que as de plástico (!), são “diferentes” e, como dizia o velho Maurice…”vive la diference”! – assim, temos: para pequenas distancias (Indoor, Caça), penas grandes 4 ou 5″, para distâncias médias (3D), penas médias 2,5 ou 3″ e para longas distancias (FITA, 2×70, Field/Hunter) penas pequenas 1,5 a 2″.
    Quanto ás pontas já não me pronuncio…depois de ver uma flecha entrar 10cm com uma Rage num navalheiro de 130kg, já acredito em tudo…
    Abraço
    AP

    • manuel cheta diz:

      É verdade, que tive de refazer a mira em altura, as flechas estavam a subir cerca de 10 cm a vinte metros, em relação ao desvio lateral não notei grande diferença, como atiro só com um pino e não uso beep, não consigo a precisão de quando o usava. Vou esperar pelas novas flechas.
      Instalei hoje as cameras, por aquilo que vi, espero um bom mês.
      Abraço

      • Filipe Augusto diz:

        Sem peep é essencial usar chucha e treinar um bocado mais que quando se usa peep e mira de pinos isto porque as nossas amigas “variáveis” aumentam e muito!
        Nota: A chucha para resultar é necessário ter técnica de cabeça pois a posição da chucha no lábio não chega ter a cabeça semprena mesma posição. Claro está que isto tem de ser “bem regado” com treino.

    • AC diz:

      Xiiiiii, cum raio, tanta coisa, tanto tecnicismo… Vocês assim até assustam as pessoas que nunca atiraram com arco e flecha!
      Para “simplificar” já estou a planear alagar um porquinho com Longbow… vou fazer umas flechas catitas, fazer uns testes e veremos depois se a leiteira me assiste. Palpita-me que não vai ser fácil… ou então vai ser fácil 🙂 … é que isto de atirar por instinto sem miras, à luz da lua, controlar a ansiedade e os barulhos, etc, é muito manhoso! A única vantagem é que o longbow é um pauzinho leve e simpático, fácil de carregar e com o qual convivo bem. O palanque ou tree stand vai ter de ser bem desenhado… Que meeeedo… dos tombos! Quem entra na corrida?

      • manuel cheta diz:

        Como isso é assim tão long, quer dizer que vai começar a caça-los á porrada! 🙂

  5. manuel cheta diz:

    Estabizadores!
    Como não percebo nada de arcos, alguém me explica para que serve o estabizador é que o tenho pesa que se farta e não noto grande diferença ao atirar
    Abraço

    • manuel cheta diz:

      Errata: Estabilizadores

    • JF diz:

      Boa tarde Manuel
      O papel principal do estabilizador é absorver as vibrações geradas pelo disparo do arco. Não tem forçosamente que ser pesado. Os pesos podem acrescentar-se ou tirar-se se quisermos alterar o balanço ou queda do arco, mas isto faz-se sobretudo para os arcos recurvos que não tem uma massa importante. A parte “chata” dos estabilizadores é que o que serve para mim e para o meu arco, pode não trabalhar tão bem consigo mesmo que tenhamos arcos iguais. Em caça raramente se utilizam estabilizadores com uma dimensão superior a 10″ (25 cm).

      • manuel cheta diz:

        E essa vibração pode afectar de alguma maneira a precisão ou de alguma maneira a nós mesmos?

      • JF diz:

        Boa tarde Manuel
        A vibração provocada pelo disparo do arco influencia a precisão do tiro, fazendo com que os grupos de flechas fiquem mais dispersos, o torque provocado por uma má colocação da mão no arco é aumentado. Pode inclusive, aumentar o barulho do disparo do arco. Para caça, temos que arranjar um estabilizador que além de cumprir todas as funções que é suposto, seja também suficientemente pequeno para ser utilizado em palanques, aguardos, por trás de uma árvore, etc.
        Hoje em dia com a quantidade e qualidade de materiais absorsores de vibração que há no mercado, é relativamente fácil encontrar um estabilizador que resolva esta parte do problema. A outra função do estabilizador, daí a origem do seu nome, é alterar o balanço do arco de modo a que a resposta quando se dispara seja sempre idêntica, ou seja que o arco “caia” sempre da mesma maneira quando é disparado. É aqui que entra em cena a utilização do peso. Ao utilizar um peso na extremidade do estabilizador aumenta-se a eficácia da estabilização.
        Espero ter dado uma pequena ajuda para resolver o problema da estabilização do arco.
        Abraço.

    • Filipe Augusto diz:

      Sr. Manuel
      Se quiser, um dia que venha a Lisboa, trás o arco e umas flechinhas a passear ao Monsanto e aí terá uma pessoa competente para poder ver e avaliar se o estabilizador que usa no arco tem o peso correcto e se cumpre com as funções pretendidas. Trata-se de 1 técnico que a Proflecha felizmente tem e que ajuda em todos os problemas e afinações que o seu arco necessite, fale com o Sr. Augusto Pires que ele diz-lhe com quem deve ir ter.

  6. Filipe Augusto diz:

    Cada arqueiro é um arqueiro, tecnicamente podemos ser todos muito próximos mas não iguais. Pela minha curta experiência acho que devemos testar tudo, arcos, tubos, pontas, penas e ver qual é o “conjunto” que nos favorece mais e que resulta.
    O objectivo é que resulte e cobrar o animal porque o resto… é uma panóplia de material que felizmente o mercado nos oferece para podermos escolher a gosto.
    E por falar de material, espero em breve poder experimentar as Woodsman® ELITE – Screw-in de 200 grains. Parecem-me muito boas e com 200 grains os ossos dos nossos amigos devem ser algodão fino para elas!!!

  7. Augusto Pires diz:

    ok Zé, eu participo…aqui vai a minha opinião: todas as pontas que saem da ProFlecha são boas (!), vomeçeses é não as sabem usar bem (!) – além disso acho também que a pele dos Javalis é dura demais…proponho um abaixo-assinado para classificarmos a caça maior em 3 tipos: Caça Maior, Caça Grossa e Porcos (digo…Javalis).

    Abraço
    AP

    • Filipe Augusto diz:

      Voto na divisão em 3 grupos.
      Cheguei á conclusão que para os gamos (todos os cervideos julgo) as comuns pontas que todos nós usamos nos arcos compound passam por eles como se nada fosse!!! Já nos javalis por vezes não é assim, segundo relatos dos nossos amigos arqueiros cá do grupo pois a minha experiência neste campo é… ainda não é!!! Ainda continuo á espera do meu primeiro javali.

    • manuel cheta diz:

      E meceia sabe usa-las ? 🙂
      Não acho que a pele seja dura, a sua inteligência essa sim é dura de roer!
      Há, alguns anos atrás quando ainda era muito tenrinho nestas andanças e me julgava um perito, um dos meus sócios disse-me então « Manel, o porco mais parvo que ai anda é mais esperto que nós todos juntos» hoje apercebo-me dessas sabias palavras e alterei a afirmação: Quanto mais os conheço, melhor me apercebo, que deles nada percebo!
      Abraço

      • Filipe Augusto diz:

        Boa noite Sr. Manuel
        Em relação ao saber usar as pontas de caça, á quem diga que sim, á quem diga que não e existem alguns que não dizem nada!!!
        Eu tento melhorar o mais que posso em tudo o que faço na vida, as pontas de caça, como referi atrás, vou tentar saber usa-las melhor!
        Espero dentro em breve, caso surja oportunidade, usar 1 das minhas pontas em 1 dos belos bichos que tem na sua ZCT.

  8. JF diz:

    Pegando nas palavras do José Madureira sobre as penas naturais, foi feita uma comparação entre a velocidade de uma flecha com penas de 4″ e uma outra com blaser vanes de 2″. As flechas eram as minhas Axis Nano 400 com 28,5″ com pontas de 125gr.
    A velocidade foi mediada à saída do arco – na altura um Bowtech Tribute com 62,5# e 28″ de puxada, e o que se verificou na altura, é que a flecha com penas saía do arco com uma velocidade superior à da que tinha as blaser montadas. As blaser só ganhavam a partir dos 30 metros, perdendo menos altura.
    Uma grande vantagem que as penas têm em relação às vanes é que perdoam muito mais quando há contacto seja com a rampa seja com outra parte do arco.
    Fica aqui uma imagem que demonstra esse facto, só é pena que o texto que a acompanha esteja em inglês.
    Penas contra rampa

    Só conheço uma rampa em que o uso das penas é desaconselhado – a whisker biscuit que exige vanes muito duras para que não se estraguem tão depressa quando contactam com as cerdas da rampa . Outra desvantagem em relação ao plástico é que se desgastam mais depressa.

  9. Jose Madureira diz:

    Eu aceito o desafio! E sobre as pontas, sem querer gerar polemica nem tao pouco tentar parecer entendido na materia, -quem me conhece, sabe que nao passo de um reles aprendiz- , fixas ou mecanicas, parece-me que algo mais ha a dizer e que ainda nao foi abordado. Segundo o que li, como referi nao e de minha experiencia, alguns dos factores que impedem o correcto voo da flecha, e sao varios, sao por ex.: o incorrecto spine da flecha, ou o comprimento e largura das penas usadas. No grupo, salvo as excepcoes, parece haver uma predominancia pelas Blazer Vanes. Nao tenho nada contra estas, antes pelo contrario, mas quando as substitui por penas de 4″ a minha flecha com ponta de caca (leia-se “cassa”:-)) passou a ter uma precisao de tiro muito superior. O factor penas naturais ou em plastico tambem tem alguma influencia na afinacao da flecha, a sua colocacao mais ou menos helicoidal, que depois, como sabem, vai influenciar o tipo de rampa a usar. O FOC e igualmente importante, bem como o sincronismo das cams nos arcos compound. Creio que e o conjunto dos factores descritos acima que permite o uso de pontas de caca sem desconfiar que, no momento em que mais precisamos delas, elas acertam algures em parte incerta e nao naquele que deveria, horas mais tarde, estar escarrapachado num tabuleiro em vinha d’ alhos.
    Em suma: Creio que nao basta mudar a ponta. Julgo necessario fazer uma afinacao que comeca mais atras, comeca por pensarmos que se trata de uma flecha para caca e nao para tiro ao alvo. Inegavelmente, e a ponta de caca que vem alterar todas as afinacoes que tinhamos no nosso equipamento, e que estavam boas, usando, claro esta, a ponta de alvo.

    Concordo em absoluto com o que aqui foi escrito nos posts anteriores e agradeco a informacao valiosissima que nos foi disponibilizada. Desta forma, todos vamos evoluindo.

    Desculpem a dificuldade de leitura deste ja extenso texto, estou em Londres, em trabalho e nos computadores ca da terra, os Ingleses, teimam em nao usar acentos…

    • João Boavida diz:

      Grande tema que o confrade José Madureira lançou… obrigado pela sugestão!
      Acho que há aqui muito boa gente a opinar bem sobre as afinações nas bestas e compounds; há muitos truques para este material mais técnico, e grandes possibilidades de afinação… mas sinceramente, eu estou de fora!
      Vou-me limitar a transmitir o que costumo fazer nos meus arcos recurvos para que os mesmos fiquem afinadinhos e para que as pontas voem bem.
      Partindo do pressuposto que tenho as flechas com o spine certo, seguindo as tabelas do fabricante (e nos recurvos e longbows, a atirar com pontas pesadas e com FOCs elevados, convém ir sempre para o spine acima), preparo as minhas flechas com 3 penas naturais asa direita, 5″, montagem helicoidal, ou 4 penas montadas em X, helicoidais, ou ainda 3 penas “banana shape” de 5″1/2, no caso das pontas de 200 grains muito compridas e/ou largas (Hunter’s e Zwickey), montadas nos tubos 2117, que uso no arco Rapace.
      No Border, que tem 58# a 27″, uso flechas de carbono Goldtip XT5575, ligeiramente maiores que 28″ (medidas ao insert), com as 3 penas de 5″ bem puxadas atrás (atiro com 3 dedos por baixo do nocking point).
      Estas Goldtip com as pontas Wensell Woodsman funcionam praticamente da mesma forma do que com as pontas field que tenho nas minhas flechas de treino, Goldtip Traditional com o mesmo spine. Apenas baixam mais a trajectória… e tenho que contar com isso a partir dos 15m…
      Uso penas grandes e empenadas helicoidalmente, porque atiro relativamente perto e consequentemente precisar que a flecha endireite e estabilize mais rápido.
      Uso penas da asa direita, porque a minha máquina de colar tem uma mola de asa direita… e nada mais! Acho que tanto faz…

      Quer as Wensell quer as Magnus 2 Blade voam bem, logo não tenho problemas de maior. As Magnus de duas lâminas são colocadas horizontalmente, as Wensell de 3 lâminas são montadas de qualquer maneira, embora haja quem aconselhe a fazer coincidir as lâminas com o alinhamento das penas. Nunca achei grande diferença. Já experimentei as Wensell com 3 penas de 4″ e não saem mal.
      Nos meus arcos, não tenho rampa; atiro da base da janela, forrada a alcatifa.
      Quanto mais próxima estiver a flecha da mão que segura o arco, melhor… para o meu tipo de tiro (sem mira, um misto de instintivo e gap shooting)!
      Quanto ao nock point, (só um, por cima da flecha) é relativamente elevado; a posição é resultado de vários ensaios usando a flecha completa com ponta de caça, e o mesmo acontece com o apoio lateral na janela: um pouco mais ou menos de espessura de cabedal e já está…
      Não uso os testes de papel, nem flechas sem penas no processo de afinação.
      Ainda mexo um pouco no brace height; o aconselhado para o BorderBD Ultra é 8″ máximo, com um mínimo de 7,25″, as flechas voam bem com cerca de 7,5″. Afinar com o auxílio das mudanças no brace height é muitas vezes preciso: com um brace height maior, a flecha é empurrada menos tempo pela corda, e um spine ligeiramente mais fraco torna-se assim aceitável; com um brace height menor, o arco é mais rápido e mais fácil de abrir no início…Menos brace height mais barulho, e assim tenho que usar umas spider legs cortadas a meio ( faz uns pompons pequenos, chega e sobra)
      Até no próprio dia da caçada faço pequenos ajustes nesta medida, verificando os resultados no alvo de treino que geralmente levo.
      As flechas completas Goldtip XT55, com a ponta Wensell e insert pesado chegam aos 486 grains, com um FOC de mais de 18%. Calculo (atenção, eu disse calculo!) ter uma velocidade de saída de cerca de 190 a 195fps, o que me dará um mínimo de 38 f/pounds de energia cinética, e 40 de momentum.
      Defendo as penas naturais, porque são as únicas que voam bem de rampas de alcatifa, e endireitam mais rapidamente a flecha, embora percam velocidade a distâncias maiores.
      Claro que os compounds e bestas têm mais opções, provavelmente melhores.
      Como já disse, eu atiro perto; e este conjunto, para as minhas características de atirador/caçador, funciona bastante bem.
      Gostava de saber a opinião de outros arqueiros tradicionais, e o que é que usam. Sempre a aprender!
      Um abraço
      JB

  10. João Boavida diz:

    Vou tentando escrever, sempre que possa. Assim que o amigo Franco me indicar como é que posso colocar fotos (tentei como faço nalguns fóruns e “não entra”…), mostro como resolvo artesanalmente o problema nos aguardos improvisados, em que o tree stand não funciona. Já falei nisso ao Henrique Jourdan…e ele ficou curioso.
    Um abraço a todos e boas caçadas! A Lua de Junho promete…
    JB

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